Juliana's profileFilosofia, Psicologia, P...PhotosBlogListsMore ![]() | Help |
|
December 27 Os maias - Eça de QueirósD. Afonso fala sobre virtude _Ouça, abade. Toda a diferença é essa. Eu quero que o rapaz seja virtuoso por amor a virtude e honrado por amor a honra; mas não por medo às caldeiras de Pero Botelho, nem com o engodo de ir para o reino do céu... Sobre João da Ega "(...) era considerado em Celorico, mas também na Academia que ele espantava pela audácia e pelos ditos, como o maior ateu, o maior demagogo, que jamais aparecera nas sociedades humanas. Isto lisonjeava-o: por sistema exagerou o seu ódio à Divindidade e a toda a Ordem Social: queria o massacre das classes médias, o amor livre das ficções do matrimônio, a repartição das terras, o culto de Satanás. O esforço da inteligência neste sentido terminou por lhe influenciar as maneiras e a fisionomia; e, com a sua figura esgrouviada e seca, os pêlos do bigode arrebitados sob o nariz adunco, um quadrado de vidro entalado no olho direito - tinha realmente alguma coisa de rebelde e de satânico." João da Ega fala sobre o riso. O que ainda tornava a vida tolerável era de vez em quando uma boa risada. Ora na Europa o homem requintado já não ri, - sorri regeladamente, lividamente. Só nós aqui, neste canto do mundo bárbaro, conservamos ainda esse dom supremo, ess coisa bendita e consoladora - a barrigada do riso!
João da Ega fala sobre o pecado. O homem que tem medo de pecar por causa do fogo do inferno tem medo não de pecar, mas de queimar-se.
Carlos e João da Ega refletem sobre a paixão e a vida. "Uma comoção passou-lhe na alma, murmurou, travando o braço do Ega: É curioso! Só vivi dois anos nesta casa, e é dela que me parece estar metida a minha vida inteira! Ega não se admirava. Só ali no Ramalhete ele vivera realmente daquilo que dá sabor e relevo à vida - a paixão. _ Muitas outras coisas dão valor à vida... Isso é uma velha idéia de um romântico, meu Ega! _ E que somos nós? exclamou Ega. Que temos nós sido desde o colégio, desde o exame de latim? Românticos: isto é, indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento e não pela razão... Mas Carlos queria realmente saber se, no fundo, eram mais felizes esses que se dirigiam só pela razão, não se desviando nunca dela, torturando-se para se manter na linha inflexível, secos, hirtos, lógicos, sem emoção até o fim... _ Creio que não, disse o Ega. Por fora, à vista, são os desconsoladores. E por dentro, para eles mesmos, são talvez desconsolados. O que prova que neste lindo mundo ou tem de ser insensato ou sensabor... _ Resumo: não vale a pena viver... _ Dependente inteiramente do estômago! atalhou Ega. Riram ambos. Depois Carlos, outra vez sério, deu a sua teoria da vida, a teoria definitiva que ele deduzira da experiência e que agora o governava. Era o fatalismo muçulmano. Nada desejar e nada recear... Não se abandonar a uma esperança - nem a um desapontamento. Tudo aceitar, o que vem e o que foge, com tranqüilidade com que se escondem as naturais mudanças de dias agrestes e de dias suaves. E, nesta placidez, deixar esse pedaço de matéria organizada, que se chama o Eu, ir-se deteriorando e decompondo até reentrar e se perder no infinito Universo... Sobretudo não ter apetites, não ter contrariedades." Os Maias - Eça de Queirós. Esta minissérie tem várias alterações em relação ao livro, mas ainda assim considero um dos trabalhos requintados da TV brasileira. Carlos Eduardo após 10 anos que partira de Lisboa retorna ao Ramalhete e tem recordações.
02) http://www.youtube.com/watch?v=MKoAMlEOX-Y&feature=related Narrativa sobre a existência bucólica de Pedro Maia , pai de Carlos Eduardo.
Pedro da Maia vê Maria Monforte e se apaixona.
Pedro da Maia tenta se aproximar de Maria Monforte.
Pedro Maia e Maria Monforte enamoram-se em Sintra.
Pedro Maia briga com D. Afonso e casa-se com Maria Monforte.
Pedro Maia tenta reconciliação com o pai D. Afonso. Maria Monforte está grávida.
Nasce Carlos Eduardo, o segundo filho do casal. Maria Monforte conhece o napolitano Tancredo.
Maria Monforte foge com Tancredo levando sua filha Maria Eduarda. Pedro da Maia procura o pai e no Ramalhete comete o suicídio.
10) http://www.youtube.com/watch?v=iW0zTIaBpgM Carlos Eduardo é criado pelo avô D. Afonso e quando moço vai estudar Medicina em Coimbra.
Carlos Eduardo e John Ega em Coimbra
12) http://www.youtube.com/watch?v=vLgUhWjTIlU&feature=related
Carlos Eduardo vê Maria Eduarda pela primeira vez. Carlos Eduardo vai até a casa de Maria Eduarda para ver a febra da filha desta.
João Ega e Rachel Cohen.
Carlos Eduardo descobre a verdade sobre sua mãe.
16) http://www.youtube.com/watch?v=2R_Sf2UKLvM Carlos Eduardo procura saber mais sobre a Maria Eduarda e eles se encontram pela primeira vez. 17) http://www.youtube.com/watch?v=2R_Sf2UKLvM&feature=related Carlos Eduardo e a condessa de Gouverinho. Maria Eduarda agrade a consulta.
18) http://www.youtube.com/watch?v=zaTBLHzLApw&feature=related O Castro Gomes marido de Maria Eduardo envia um presente de gratidão a Carlos Eduardo.
Carlos Eduardo vai atrás de Maria Eduarda em Sintra.
Carlos Eduardo não encontra Maria Eduarda e fica decepcionada.
21) http://www.youtube.com/watch?v=4F3M_H0dvhs Carlos volta de Sintra: Falhou-me tudo hoje. 22) http://www.youtube.com/watch?v=4wVcW2hz9SQ&feature=related Carlos Eduardo e Maria se encontram novamente.
Carlos Eduardo vai dizer à Maria Eduarda que a ama.
Maria Eduarda está apaixonada por Carlos.
João Ega é expulso da festa dos Cohen. Ele então parte para Londres. Carlos e Maria Eduardo se beijam pela primeira vez.
Carlos e Maria se beijam. Ele declara seu amor, e pede a ela que fuja com ele.
Carlos leva Maria Eduarda para conhecer o Ramalhete.
Carlos e Maria no Ramalhete.
Maria Monforte retorna à Lisboa.
Maria Monforte procura por D. Afonso da Maia.
Carlos Eduardo descobre que Maria Eduarda é sua irmã.
Morre Don Afonso da Maia.
Enterro de Don Afonso.
Carlos Eduardo diz a Maria Eduarda: Somos irmãos!
Maria Eduarda parte para Paris.
Carlos Eduardo fecha o Ramalhete.
Carlos Eduardo e Maria Eduarda se despedem.
Carlos retorna após 10 anos.
Falhámos ó vida!
Carlos Eduardo - http://www.youtube.com/watch?v=nRPexXsVP30&feature=related December 21 Paradoxos - Graciliano RamosDou-me de presente todas as idéias. Só não me dou de presente a idéia de infinito. Não me acostumei em vida a justificar qualquer hierarquia, não me acostumei a pensar a desigualdade. A relação do homem com o infinito não passa pelo campo do saber. O infinito é um desejo que se nutre de sua própria fome de... infinito! Eu, um metafísico?! De jeito nenhum. Encantam-me os paradoxos. Ou melhor: sou vítima dos paradoxos. Se levanto o punhal para assassiná-los, os paradoxos zombam de mim. Quanto mais zombam de mim, mais os admiro, por sua inconsistência sedutora. Ah! Os paradoxos!... Tento corrigi-los. Ossos do ofício de quem foi um dia revisor de jornal! Sobre o autor: Nasceu em Quebrângulo, AL (1892-1953). Chegou a ser prefeito da pequena cidade de Palmeira dos Índios, AL. Sempre preocupado com problemas do ensino no Brasil. Preso em 1936 sob suspeita de ligação ao PCB. Principal romancista da 2ª fase do Modernismo. December 11 Eu - Murilo MendesEu não nasci no começo desse século. Eu nasci no plano do eterno. Eu nasci de mil vidas superpostas. Nasci de mil ternuras desdobradas. Eu vim para conhecer o mal e o bem. E para separar o mal e o bem. Eu vim para amar e ser desamado. Eu vim para ignorar os grandes e consolidar os pequenos. Eu não vim construir a minha riqueza. Não vim construir a minha própria riqueza. Mas não vim para destruir a riqueza dos outros. Eu vim para reprimir o choro formidável. Esse choro formidável que as gerações anteriores me transmitiram. Eu vim para experimentar a dúvida e a contradição. E aprendi que é preciso idolatrar a dúvida. December 03 Hino dos comedidos - Lupe Cotrin
Sobre a autora: |
|
|